Teletrabalho no PJES: A Indiferença que Adoece os Servidores.

Nos últimos meses, a situação dos servidores do Poder Judiciário do Espírito Santo tem se tornado cada vez mais desafiadora. Muitos aguardam, há mais de nove meses, a aprovação dos pedidos de teletrabalho, que se encontram na mesa do presidente do Tribunal, Desembargador Samuel Meira Brasil Júnior. Essa espera prolongada não é apenas uma questão administrativa; trata-se de uma questão de saúde mental e bem-estar para aqueles que dedicam suas vidas ao serviço público.

O teletrabalho, conforme previsto na Resolução de Teletrabalho do TJES, é um direito dos servidores e tem demonstrado resultados positivos em termos de produtividade. Quando um pedido chega à Presidência, significa que já passou por todas as fases anteriores e necessárias. Portanto, a demora na publicação do ato que concede esse direito é incompreensível e angustiante.

Recentemente, o sindicato recebeu dezenas de denúncias de servidores sobre processos de teletrabalho que estão parados na Presidência, sem resposta. Além disso, foi feita a verificação de aproximadamente 260 pedidos que aguardam deferimento ou não, conforme constatado no SEI (Sistema Eletrônico de Informações).

É paradoxal que um Judiciário que tanto fala sobre inteligência artificial, automação, secretarias inteligentes e balcão virtual não consiga administrar uma questão tão simples quanto a concessão do teletrabalho. Como podemos esperar inovação e eficiência quando o básico não é respeitado? A produtividade dos servidores é enorme, mas essa espera interminável está adoecendo muitos deles.

A falta de agilidade na aprovação dos pedidos de teletrabalho não apenas compromete a saúde dos servidores, como também contradiz os princípios de modernização e eficiência que o Judiciário tanto prega. É hora de refletir sobre a importância de valorizar e cuidar de quem trabalha incansavelmente para garantir a Justiça.

Os servidores merecem um tratamento digno e respeitoso. É fundamental que as autoridades tomem as providências necessárias para agilizar a análise e a aprovação dos pedidos de teletrabalho, garantindo assim o direito que lhes foi assegurado e permitindo que possam exercer suas funções com qualidade e bem-estar.

A luta por reconhecimento e agilidade continua, e é essencial que todos os envolvidos reflitam sobre a importância desse direito para o pleno funcionamento da Justiça no Espírito Santo.

ATENÇÃO SERVIDORES:

Os requerimentos de teletrabalho são individuais, mas o jurídico do sindicato continuará à disposição de cada servidor para as providências necessárias — jurídicas e administrativas — diante da omissão e da demora em deferir ou não os pedidos. Ressaltamos que o sindicato tem se reunido constantemente com a Presidência para impulsionar os requerimentos.

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