A Luta por Justiça: Valorização dos Servidores do TJES

INDIGNAÇÃO PELO DESCASO COM OS VALORES DOS REAJUSTES: reajuste do auxílio-alimentação de apenas R$ 4,86 e o auxílio-saúde com faixa etária que varia de míseros R$ 15,85 ao maior valor R$ 88,71, indenização de transporte, fixada em R$ 176,00! É inaceitável que os servidores sejam tratados com tanto descaso, enquanto a magistratura recebe reajustes generosos!

É intolerável que, em pleno 2025, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) siga ignorando as necessidades básicas dos servidores, ao mesmo tempo em que concede sucessivos reajustes à magistratura.

Desde fevereiro, desembargadores e juízes já recebem reajustes de 5,3% aplicados sobre subsídios, indenizações de férias, auxílio-alimentação, auxílio-saúde, gratificações por jurisdição estendida, jetons, licenças compensatórias e outras vantagens, incluindo gratificações adicionais por funções como Presidência (30%), Vice-Presidência (25%), Corregedoria (20%), Presidência de Câmara (15%), Ouvidoria (15%), Supervisão (15%), Direção da EMES (15%), Coordenação (10%), Direção de Fórum (10%) e cargos auxiliares (10%).

Enquanto isso, os servidores, verdadeiros pilares do funcionamento do Judiciário, continuam esquecidos, recebendo apenas reajustes com índices mínimos, limitados à inflação e sem contemplar as deliberações aprovadas em assembleia da categoria.

Estamos exaustos. Adoecendo física e emocionalmente para dar conta de um Judiciário que nos exige cada vez mais, mas nos valoriza cada vez menos. Sem servidores, não há justiça!

Durante recente seminário, o SindjudES expôs com dados a realidade do favorecimento institucional: valores absurdos percebidos por membros da magistratura nos primeiros meses de 2025 que escancaram um abismo de desigualdade. É uma verdadeira desatenção às necessidades da categoria diante da precarização vivida pelos servidores.

O SindjudES não se calará. Vamos acionar o Tribunal de Contas do Estado, o Conselho Nacional de Justiça e organismos internacionais de proteção ao trabalho, cobrando transparência e equidade na divisão do orçamento. E, se necessário, iremos às últimas consequências, incluindo a deflagração de paralisações.

Os servidores do Judiciário capixaba não vão mais esperar. É hora de união e continuidade das mobilizações que foram interrompidas por decisão da categoria. Agora é outro momento; é hora de darmos continuidade aos movimentos de luta que foram interrompidos. Estamos construindo uma agenda de mobilizações e campanhas, e toda a categoria deve permanecer atenta e mobilizada.

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